Bem - vindo! Aqui vamos postar tudo que aprendemos em artes, com nossa professora Gisele =D

domingo, 28 de agosto de 2011

Oswaldo Goeldi - Juliana, 15

Oswaldo Goeldi era gravador, desenhista, ilustrador e professor. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 31/10/1895 e, com somente 1 ano de vida, se mudou com a família para Belém, Pará, onde viveram até 1905. Depois, se mudaram para a Suiça e viveu lá dos 6 aos 24 anos. No período da 1ª. Guerra Mundial, abandonou o curso na Escola Politécnica para matricular-se na École des Art et Métiers.
Oswaldo, porém, se desapontou com a escola, e então passou a ter aulas particulares com Serge Pahnke e Henri van Muyden. Na mesma época em 1917, teve sua primeira exposição individual em Berna, ao conhecer Alfred Kubin, seu mentor, grande influência artística, com quem se correspondeu por vários anos.

No mesmo ano, conheceu Hermann Kümmerly, com quem conheceu e aperfeiçoou técnicas de litografias. 
 Em 1919, se fixou no Rio de Janeiro e passa a trabalhar como ilustrador nas revistas Para Todos, Leitura Para Todos e Ilustração Brasileira. Nos anos seguintes, realizou sua primeira exposição individual no Brasil, no saguão do Liceu de Artes e Ofícios. A partir de 1924,  inicia seus estudos da gravura e dedicou-se intensamente à xilogravura, que conheceu pelo Ricardo Bandi. 
Expôs seus trabalhos para revistas, livros e jornais. No ano de 1930, lançou o álbum "Dez Gravuras em Madeira", anunciado por Manuel Bandeira, em qual a venda liberou seu retorno à Europa, em que expôs em Berna e Berlim.Em meados de 1832, retornou ao Brasil e começou a experimentar o uso da cor em xilogravuras. Participou da 25ª Bienal de Veneza em 1950. Recebeu o Prêmio de Gravura da 1ª. Bienal Internacional de São Paulo em 1951. 
No ano de 1952, começou sua  carreira de professor, na Escolinha de Arte do Brasil, e no ano de 1955, torna-se professor da Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde abriu uma oficina de xilogravura. Em 1995, o Centro Cultural Banco do Brasil realiza exposição comemorativa do centenário do seu nascimento, no Rio de Janeiro. Oswaldo morreu no Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro de 1961 Suas obras já foram peças de mais de uma centena de exposições no Brasil, Argentina, França, Portugal, Suíça e Espanha. Hoje, Oswaldo Goeldi, é mundialmente venerado na área artistica e suas obras são materias que influênciam o campo da gravura.
Algumas obras:
Sonâmbula , s.d.
xilogravura
21,8 x 30 cm [mancha]
28,6 x 38 cm [papel]
Coleção Particular
Reprodução fotográfica Ricardo Irineu/Itaú Cultural

Casa Vermelha , s.d.
xilogravura
17,5 x 20,1 cm [mancha]
25,4 x 26,7 cm [papel]
Coleção Particular
Registro fotográfico Ricardo Irineu/Itaú Cultural

Chegada do Barco , s.d.
xilogravura
21 x 26,7 cm [mancha]
26 x 31,9 cm [papel]
Coleção Particular
Reprodução fotográfica Ricardo Irineu/Itaú Cultural

Guerra , s.d.
carvão e conté sobre papel
32,5 x 42,5 cm
Coleção Afonso Henrique Costa
Registro fotográfico Eduardo Castanho/Itaú Cultural

Lugar do Crime , s.d.
xilogravura
26 x 34 cm
Coleção Cesar Aché
Registro fotográfico Eduardo Castanho/Itaú Cultural

Palmeiras , s.d.
xilogravura
19,9 x 14,2 cm [mancha]
23 x 15,6 cm [papel]
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)
Reprodução fotográfico Romulo Fialdini

Rua Molhada , s.d.
xilogravura
21 x 25 cm
Coleção Marilu Santos
Registro fotográfico Eduardo Castanho/Itaú Cultural
Fontes: 
http://www.centrovirtualgoeldi.com/
http://www.oswaldogoeldi.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Osvaldo_Goeldi
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=artistas_biografia&cd_verbete=2961
http://www.oswaldogoeldi.com.br/
http://www.gravura.art.br/expo_goeldi.htm
http://meuartigo.brasilescola.com/biografia/oswaldo-goeldi.htm
Veja também um vídeo da exposição Oswaldo Goeldi na coleção de André Buck: http://www.youtube.com/watch?v=5XUGxrrkLg8

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Definição e Histórico Xilogravura.- Maria Beatriz 7C, 20.



         O que é xilogravura?
É uma técnica de gravura, que se utiliza madeira como base e possibilita que a reprodução da imagem gravada, seja feita sobre papel ou outros “suportes” adequados, como em um carimbo.
        Como funciona a técnica?
 O desenho é entalhado na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (base) que se pretende “imprimir”.
Depois é usado uma espécie de “rolo de borracha” com tinta, parecido com os que alguns pintores usam para pintar muros, para pintar a forma, que se quer imprimir.
No final do processo, ocorre a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-se gravar em linóleo (linoleogravura) ou qualquer outra superfície plana.
Existem também algumas variações na técnica, como a xilogravura de topo.
          Como “nasceu” ?
A xilogravura tem (provavelmente) origem chinesa, e é conhecida desde o século VI (6)
Mas no ocidente, já se afirma durante a Idade Média.
No século XVIII (18)  a xilogravura teve uma “revolução” devido a duas inovações:
1-   1- A chegada à Europa das gravuras japonesas a cores, que tiveram grande influência sobre as artes do século XIX (19)
2-  2- A técnica da gravura de topo criada por Thomas Bewick.
No final do século XVIII (18)  Thomas Bewick teve a idéia de usar uma madeira mais dura como matriz e marcar os desenhos com o buril, instrumento usado para gravura em metal e que dava uma maior definição ao traço. Diminuindo assim os custos de produção de livros ilustrados e abriu caminho para a produção em massa de imagens pictóricas (ilustrativas).
Com a invenção de processos de impressão a partir da fotografia, a xilogravura passa a ser considerada uma técnica "antiquada”. Portanto, atualmente ela é mais utilizada nas artes plásticas e no artesanato.
 E a xilogravura popular brasileira?
A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Alguns xilografistas conhecidos: Abraão Batista, José Costa Leite e J. Borges (Imagens), Amaro Francisco, José Lourenço e Gilvan Samico.
Xilogravura por J. Borges.
Xilogravura por José Costa Leite

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Definição e histórico do Modernismo no Brasil- Isabella n 12

O Modernismo no Brasil foi um movimento cultural que reproduziu a cena artística e a sociedade brasileira no início do século XX, principalmente nos campos de literatura e artes plásticas. Esse movimento foi desencadeado na década de 1920, tarde, comparado aos outros movimentos modernistas. O modernismo foi ocorrido por causa da assimilação de tendências culturais e artísticas,buscando a destruição das regras anteriores e a procura de novidade e velocidade, um estilo novo. Considera-se a semana de arte moderna, realizada em 1922 em São Paulo, como ponto de partida do Modernismo no Brasil. Este, foi marcado pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada. Divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e oposta a tudo que foi anterior, cheia de escândalo; uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma terceira, também chamada Pós Modernismo por vários autores, que se opunha a primeira e era, por isso, ridicularizada com o apelido de neoparnasianismo.A seguir alguns participantes da semana de arte moderna:


Heitor Villa-Lobos na música; Mário de Andrade e Oswald de Andrade, na literatura; Victor Brecheret, na escultura;Anita Malfatti e Di Cavalcanti, na pintura.
Operários, de 1933: as caras da cidade, Tarsila do Amaral


Abaporu, Tarsila do Amaral







Fontes:

  1.  http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=359
  2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo_no_Brasil
  3. http://www.infopedia.pt/$neoparnasianismo

domingo, 22 de maio de 2011

Anita Malfatti - Juliana 15, 7C

     Anita Catarina Malfatti, nasceu em São Paulo em 2 de Dezembro 1889. Seu pai se chamava Samuel Malfatti era italiano e engenheiro. Sua mãe, Elisabetty, tinha nacionalidade americana, era pintora, desenhista, falava vários idiomas e tinha uma sólida cultura, cuidando pessoalmente da educação da filha.
     Anita nasceu com atrofia no braço e na mão direita. Destra por nascimento, tornou-se canhota pela necessidade, após intenso treinamento, que a ajudou a superar as dificuldades dessa condição. Com boa estrutura, Anita não teve grandes dificuldades em passar pelo exame de seleção do Mackenzie College, onde fez a Escola Normal e se formou professora, aos 19 anos. Porém aconteceu uma tragédia, nem bem tinha se formado e seu pai morreu, que era o suporte da família. A partir daí, sua mãe passou a dar aulas de idiomas e de pintura e Anita começou a trabalhar como professora para ajudar no orçamento doméstico.
     O talento para a pintura de Anita, sensibilizou o tio e o padrinho. Juntos e, embora com sacrifício, conseguiram reunir uma soma em dinheiro, patrocinando a ela uma viagem de estudos à Alemanha. Pela aproximação da guerra, Anita Malfatti resolve deixar Berlim.
      Logo depois viajou para os Estados Unidos. Matriculou-se na Art Students League, e, sob a orientação de Homer Boss, teve a liberdade de pintar o que desejasse, com toda a  força própria de criação, sem quaisquer limitações estéticas.Foi esse período que marcou a fase mais brilhante de sua criação, no qual Anita pintou O homem amarelo, Mulher de Cabelos Verdes, O Japonês, e vários outros quadros.
      Ao voltar para o Brasil, Anita mostrou para os seus parentes e amigos suas pinturas, eles por outro lado não gostaram, principalmente seu tio, que tanto a ajudou. Ao receber tantas críticas Anita resolveu guardar suas obras, mas depois percebeu que seus quadros representavam sua alma, seus pensamentos e, então, decidiu montar sua segunda exposição individual em 1917. Seu trabalho foi aceito no geral, porém teve conflitos com Monteiro Lobato que resultou em críticas como essa: "Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que veem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura… Se Anita retrata uma senhora com cabelos geometricamente verdes e amarelos, ela se deixou influenciar pela extravagância de Picasso e companhia - a tal chamada arte moderna..". Monteiro Lobato
     Anita, que caiu em forte depressão, vivendo um período de desorientação total e de descrença, um sentimento que carregou pelo resto da vida. Sua primeira reação foi o abandono total à arte. Depois, passado um ano, foi tomar aulas de natureza-morta com o mestre Pedro Alexandrino Borges, ocasião em que conheceu Tarsila do Amaral, início de uma longa e proveitosa amizade.
     Já com idade madura, Anita mudou-se, com sua irmã Georgina, para uma chácara em Diadema (SP), onde morreu em 6 de novembro de 1964,  "...mas deixou vivo suas ideais, que quando realmente importantes, conseguem forças para mudar o rumo da historia." Paulo Victorino
Fotografia de Anita Malfatti, c. 1930
A estudante (1915-1916), de Anita Malfatti. Acervo do Museu de Arte de São Paulo.
Anita Malfatti. A Boba, 1915
Anita Malfatti. O Homem Amarelo 1915 - 1916 


Anita Malfatti.A Mulher de Cabelos Verdes (1915-1916)
Anita Malfatti.O Japonês (1915-1916)
Fontes:

O modernismo no Brasil - Menotti Del Picchia | Por: Maria Beatriz Cantu Tavares



O marco inicial do Modernismo brasileiro é considerado A Semana de Arte Moderna , que ocorreu entre 13 e 18 de fevereiro, no ano de 1922. O evento aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo, e contou com a participação de artistas de São Paulo e do Rio de Janeiro também. As apresentações foram de conferências, leitura de poemas, dança e música.


Menotti del Picchia, acima.
Quem é Menotti Del Picchia? 
Nome completo: Paulo Menotti del Picchia.
Nasceu em:  São Paulo, no dia 20 de março de 1892.
Morreu em: São Paulo, no dia 23 de agosto de 1988.
Seu corpo foi velado na: Academia Paulista de Letras, da qual também era membro.
E foi sepultado no: Cemitério São Paulo. 
Em sua homenagem: foram fundados na cidade de Itapira o Parque Juca Mulato e a Casa Menotti Del Picchia (24 de março de 1983) onde podem ser vistos objetos e livros que pertenciam ao autor.
O que ele já foi: um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro.


Quando tinha cinco anos, Menotti se mudou para a cidade de Itapira, no interior de São Paulo, onde foi aluno de Jacomo Stávale. Formado em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, formado em 1913. Nesse ano publicou Poemas do Vício e da Virtude, seu primeiro livro de poesias. Na cidade de Itapira foi agricultor e advogado militante; lá criou o jornal político O Grito e escreveu os poemas Moisés e Juca Mulato. Colaborou em vários jornais, entre os quais Correio Paulistano, Jornal do Comércio e Diário da Noite. Em 1924 criou, com Cassiano Ricardo e Plínio Salgado, o Movimento Verdamarelo, de tendência nacionalista. Publicou vários romances, entre eles Flama e Argila, O Homem e a Morte, Republica 3000 e Salomé, além de livros de ensaios e de crônicas.


Ele foi membro do Partido Republicano Paulista durante a República Velha, participou de uma Revolução em 1932 . Escreveu um livro sobre essa revolução, chamado A Revolução paulista.

Além disso, exerceu vários cargos públicos. 

Menotti del Picchia, Paisagem.


Ernani Braga - Laura Reis n° 17 7C


Ernani Braga nasceu no Rio de Janeiro em 10 de janeiro de 1888. Era filho de portugueses, estudou piano com os melhores professores da época. Ganhou uma bolsa de estudos na França, e lá conheceu sua esposa. Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, ao lado de Villa Lobos, como seu intérprete.
Ele foi compositor também. Em Pernambuco, deixou importante marca no mundo musical da cidade como fundador do Conservatório de Recife. O professor e maestro Ernani Braga, desenvolveu uma campanha em prol da criação do Conservatório Pernambucano de Música, como um meio de elevar o nível de ensino da música, através da educação musical. 
Ele não entendia como Recife, capital aberta às grandes iniciativas culturais e com um grande numero de músicos, não tivesse um estabelecimento de ensino do gênero, dispondo de tão grande potencial docente.
Morreu em São Paulo em 20 de setembro de 1948.


FOTO DE ERNANI BRAGA


sábado, 21 de maio de 2011

John Graz - Caroline Nomura 09 7C

John Louis Graz (Genebra, Suíça 1891 — São Paulo, Brasil 1980) foi um pintor, decorador, escultor e artista gráfico.
Graz iniciou sua formação artística em 1906, na Escola de Belas Artes de Genebra.
Foi um dos precursores do movimento modernista, junto com Lasar Segall, Anita Malfatti e Victor Brecheret. Além de pintar com muita intensidade, dedicou-se paralelamente à execução de projetos de interiores(tipo o elegante painel em alto relevo no edifício Santo André, em Higienópolis, São Paulo, do arquiteto Jacques Pilon) e decoração de domicílios paulistanos. Viveu também em Porto Alegre na casa de Iarsan Ardeola e Nicolás Labella, foram seus colegas na turma 82 da escola de Belas Artes de Genebra
Pierrô e Colombina, óleo sobre cartão, 41x31cm, 1922, acervo de John Graz











Adepto do design total, ao projetar um ambiente, Graz criava a maior parte de seus elementos: desenhava móveis, tapeçarias, luminárias, afrescos, vitrais, maçanetas, banheiros e até jardins. Trouxe ao Brasil, na década de 1920, conceitos totalmente novos e interessantes do design, que permanecem atuais até hoje.

JOHN GRAZ Abstrato, 1970
óleo sobre compensado
80 x 80 cm